Conheça Abu Mohammed al-Jolani, Líder da Oposição Síria

GEOPOLÍTICA

12/8/20242 min ler

Abu Mohammed al-Jolani, líder do grupo rebelde Hayat Tahrir al-Sham (HTS), desempenha um papel central na oposição ao regime de Bashar al-Assad. Em 8 de dezembro de 2024, forças do HTS assumiram o controle da capital síria, Damasco, após a fuga de Assad, representando um marco na guerra civil que começou em 2011.

Abu Mohammed al-Jolani nasceu em 1982, em Riad, na Arábia Saudita. Seu pai trabalhava como engenheiro em uma base petrolífera. Aos sete anos, ele se mudou com sua família para uma província próxima a Damasco, na Síria.

Em 2003, al-Jolani foi para o Iraque, onde assumiu posições de liderança em organizações como o Estado Islâmico e a Al-Qaeda. Em 2006, foi preso pelas forças dos Estados Unidos e permaneceu detido por cinco anos. Após sua libertação em 2011, retornou à Síria e participou da criação da Frente al-Nusra, braço da Al-Qaeda no país. Em 2013, fundou o Hayat Tahrir al-Sham, grupo que lidera até o presente.

O HTS é classificado pela ONU como uma organização terrorista. Al-Jolani passou a adotar um uniforme militar em suas aparições públicas, em substituição ao turbante jihadista, buscando uma imagem distinta de outros grupos extremistas.

Os Estados Unidos oferecem uma recompensa de US$ 10 milhões por informações que levem à captura de al-Jolani, citando suas ligações com atividades extremistas.

Bashar al-Assad governou a Síria desde 2000, após a morte de seu pai, Hafez al-Assad. Seu governo foi caracterizado por um controle rígido, repressões a opositores e uso de forças militares para combater a insurgência que eclodiu em 2011. Com o apoio de aliados como Rússia e Irã, Assad conseguiu manter o poder durante grande parte do conflito.

A tomada de Damasco pelo HTS e a fuga de Assad marcam uma nova fase no conflito. As implicações da mudança no controle da capital e o futuro político do país permanecem incertos, enquanto o vácuo de poder levanta questões sobre o equilíbrio de forças e o papel dos atores regionais no contexto sírio.

Pessoas maninhando na Síria. Crédito: Reprodução Flickr